Ela me olhou com um biquinho,
Daqueles que ela sabe que eu não resisto.
– Vamos, Máh , vamos comigo, por favoooor, não quero ir sozinha.
– Não gosto de festas, eu não vou, entendeu?
Ela me olhou com uma careta. Lú sempre inventava algo diferente pra fazer. Um dia ela me levou para um boliche, onde eu quase quebrei meus dois membros superiores. Fim de semana passado ela me levou para uma balada sertaneja. Eu quase vomitei.
– Máah, por favoor, juro que essa festa vai ser a mais bombástica e super do ano, juro. Não vai ter nada de mais, só música.
Olhei-a, incrédula. Só música, duvido!
– Lú, eu não gosto de baladas, nem festas, nem nada. Gosto de filme mais pipoca mais minha casa quieta e tranquila!
Ela fez outro biquinho e imitou voz de nenê.
– Máh, a Lú só quer ir numa festinha inocente e quer levar sua melhor amiga com ela. Vamoos?
Respirei fundo, eu não resistia à aqula garota reardada na minha frente. ‘Vamos, Máh, fazer só uma sacríficiozinho pela sua melhor amiga não custa nada’. Que voz irritante era aquela na minha cabeça?
Eu iria ficar com a culpa aprisionada na minha cabeça até minha morte se eu decepcionasse aqula garota, mas, outra festa? Meus pés já gritavam em protesto.
– Tá, você ganhou Lú. Mas, semana que vem, é filme aqui em casa, entendeu?
– Yupiii! Tudo bem, filme, mas, hoje, é festa!
Ela me puxou pelo pulo até meu quarto, onde ficamos no mínimo cinco horas nos maquiando e escolhendo a roupa perfeita pra à noite. Fiquei feliz por ela estar feliz. Aquela louca, eu tinha certeza que na semana seguinte ela usaria a mesma estratégia para me levar para mais uma festa terrorista.
Fazer o que, amigas, amiga, negócios à parte.
Respirei fundo,
Vou contar, agora. Abri a boca pela milésima vez naquela noite, mas as palavras não saíram. Fechei a boca, me odiando por dentro.
Por que eu não havia feito voto de castidade? Não gastei mais R$1,60? Era injusto. As pessoas faziam isso o tempo todo, mas só aconteceu comigo. Por que eu conheci o Pedro? Por que a gente namorou? Por que eu tinha isso dentro de mim? Não importava, já acontecera.
Ele estava deitado no meu colo, assistido o jogo, eu não prestei atenção. Minha mente vagava até o lixo do meu quarto, no teste positivo…
Fim de jojogo, ele levantou, me beijou na testa, me disse que já era tarde. Eu levei ele até o portão, nos despedimos e deixei ele ir. Pedro tinha mais 9 meses para aceitar que ele era o pai.
– Ainda dá tempo?
Mesmo na chuva eu continuava andando. Era perto de umas 4 da manhã. Não havia sido uma noite agradável. E, concerteza, ela aidna demoraria para acabar.
Ás vezes eu me acho uma garota muito besta. Por que eu não escutei meu pai? Ele me poribiu de ir para essa festa, ele me disse que era uma péssima idéia.
Rebelde, não lhe dei ouvidos, e saí pela janela, ridiculamnete presa por uma corda de lençóis.
Alguma parte no fundo de mim acreditava que Guilherme poderia mudar de opinião, rever seus conceitos. A esperança foi maior que o juízo.
Agora eu estava encharcada, na metade do caminha para casa e, acima de tudo, frustrada. Apesar de agora eu ter me tocado, até o momento em uqe entrei naquela festa, na minha cabeça ele sentia tanta falta de mim do que eu dele. Me senti usada, vendo ele de agarrar com outra apenas 48 horas depois que terminamos.
Não sei como chegamos ao estágio namoro, sendo uma das partes um garoto popular, bonito e outra parte uma garota comum, despercebida.
Entendi que o que rolafva era atração, não amor. Ele não gostava de mim tanto quanto eu imaginava, não o suficiente para sentir um pequeno remorso pós-termino.
Percebi que já era hora de paertar o passo. Cinco horas meu pai acordava para trabalhar.
Ah, droga! Por que me pai tinha que trabalhar de comingo? Andei o mais rápido que pude, sem correr. Cheguei em casa com meia hora para apagar as evidência de minha fuga. Não tinha tempo de secar o cabelo, então simplesmente liguei o chuveiro e deixei a água quente cair em mim, rezando para que o barulho não acordasse ninguém antes da hora.
Quase inconscientenmente, me sequei e me encolhi feito uma bola na cama, esperando que meu pai não entrasse no meu quarto.
Welcome to my Café :D
Madame Bee’s é uma garota de 13 anos cheia de especulações e perspectivas da vida. Escreve, compõe, lê e canta. Aqui, em seu café particular, vai contar suas histórias e suas realidades, para aqueles que estiverem interessados lerem e comentarem.
O café de Madame Bee’s esta aberto, e aqui o cliente manda!